Delitos
Ah! Os nossos pequenos delitos! Quem nunca mentiu e quem nunca mais mentirá? Que alma sobreviveria à ausência dos nossos pequenos delitos? Do deleite desses delitos! Das pequenas mentiras, que nos tornam grandes. Das omissões que são quase prova de amor, e das verdades “criativas” que assumem suas várias versões à mercê da paz e da felicidade geral.
Não, a verdade não é um decreto. Não escraviza, não se escreve em uma única fórmula. A verdade, se pudesse ser matemática, seria o valor de “x” que torna “y” igual à liberdade.
Se pudesse ser lógica seria se, e somente se, houvesse amor.
Ah! Pudesse a verdade não ser tão filosófica!
Pudesse o olhar transcender à palavra, a entrega transcender à conquista, o sabor transcender ao poder e pudesse o perdão acolher a mentira … O verdadeiro existiria sem a verdade, e todos seríamos livres.
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